Oo. lembrario .oO

outro depósito, mas dessa vez organizado.

O show não pode parar e Nenhum a menos November 3, 2008

Filed under: Uncategorized — lembrario @ 2:10 am

Eu vi esse filme no Telecine Cult há alguns meses e, como sempre acontece com algum filme muito bom, eu tinha que acordar cedo, não pude assistir até o fim e pensei que fosse repetir outro dia, mas não vi de novo…
Um documentário que eu adorei! Muito bom mesmo, não é enfadonho como muitos documentários são e a história dele é incrível!
Aqui vai a matéia feita pelo site http://www.cinereporter.com.br/dvd/show-nao-pode-parar-o/:

Show Não Pode Parar, O
01/04/2004

Documentário bem pessoal focaliza trajetória hiperbólica do produtor Robert Evans, um mito de Hollywood

Por: Rodrigo Carreiro

NOTA DO EDITOR: ★★★★☆

“Há três lados da mesma história: o meu lado, o seu lado e a verdade. Ninguém está mentindo. As lembranças servem a cada um de forma diferente”. A frase de abertura do documentário “O Show Não Pode Parar” (The Kid Stays In The Picture, EUA, 2003) adianta e, de certa forma, justifica a subjetividade do longa-metragem, construído apenas do ponto de vista do personagem que enfoca. E essa é uma decisão acertadíssima, que se afasta do estilo documental jornalístico e constrói uma película com força dramática equivalente a um longa de proporções épicas.

“O Show Não Pode Parar” é um documentário singular. O filme enfoca, em 93 minutos, a carreira do lendário produtor Robert Evans, o último dos grandes nomes a conservar a mistura de arrogância, ego e talento que fizeram o folclore de uma Hollywood mítica. Essa Hollywood já ficou para trás há pelo menos uns 25 anos. Evans é o dono do filme, e essa não é a única característica que “O Show Não Pode Parar” compartilha com as obras que ele produziu.

O projeto do filme é muito curioso. A película foi construída, pela dupla de diretores Nanette Burstein e Brett Morgen, a partir da autobiografia de Bob Evans, que tem o mesmo nome original (literalmente, “O Garoto Fica no Filme”). O produtor havia gravado uma versão do livro em formato de áudio (o controverso audio-book), e foi essa narração que os diretores aproveitaram no filme. Ou seja, em princípio, “O Show Não Pode Parar” nem é um filme, mas um depoimento colorido com imagens. Mas que depoimento!

A história de Robert Evans é fantástica. Ele era empresário de moda em Nova York quando foi descoberto, numa piscina de Los Angeles, pela atriz Norma Shearer. Garotão bonito, virou ator e fascinou-se pela figura do produtor Darryl Zanuck, autor da célebre frase que dá nome à autobiografia. Decidiu ser produtor, e não descansou enquanto não conseguiu uma oferta de um estúdio. A Paramount era o nono colocado no ranking de Hollywood, em 1967, quando contratou Evans para dirigir a casa. Tornou-se número 1 apenas três anos depois.

Nos anos 1970, Robert Evans levou uma vida tipicamente hollywoodiana, no bom e no mau sentidos. Produziu jóias como “O Poderoso Chefão” e “O Bebê de Rosemary”, e sucessos absolutos, como “Love Story – Uma História de Amor”. Salvou a Paramount da falência com esse último. Em 1974, no auge, começou uma carreira de produtor independente, fazendo “Chinatown” e “Maratona da Morte”, entre outros. Casou com a atriz mais bela da época, Ali McGraw, só para ser corneado pelo galã do momento, Steve McQueen. E estou falando aqui apenas no momento ascendente da trajetória de Evans. Nos anos 1980, viriam uma prisão por tráfico de drogas e até uma acusação de envolvimento em assassinato.

Robert Evans narra tudo isso com um senso de oportunidade que jamais resvala para autocomiseração ou júbilo. Aliás, faz mais do que narrar: promove uma sessão aguda de auto-análise, cínica em alguns momentos, comovente em outros (as cenas em que relembra a traição de McGraw, culpando-se pela ausência devido às filmagens de “O Poderoso Chefão”, são emocionalmente poderosas). Trata-se de um ególatra, sem dúvida, mas um sujeito capaz de fazer um filme em que examina, sem meias palavras, a própria falência moral (e financeira) merece bem mais do que palmas.

O filme ainda tem o mérito de realizar uma pesquisa rigorosa, amparada no farto material que o próprio Evans disponibilizou. Há inúmeras cenas do produtor – no cinema, na TV, nos sets. Aliás, os diretores driblam bem a falta de imagens recentes do protagonista (Evans não quis gravar entrevistas porque sofreu um derrame há três anos). Burstein e Morgen recorrem a montagens fotográficas criativas e longas seqüências panorâmicas da mansão em que Evans vive, em Beverly Hills. Essa solução enfatiza a aura mitológica do produtor, e a montagem ágil reforça a trajetória hiperbólica que transforma, finalmente, o produtor em personagem cinematográfico clássico.

Há, aqui, todos os ingredientes de um filme hollywoodiano de sucesso: sexo, drogas, assassinato, sucesso, dinheiro, belas mulheres e talento. Há, ainda, a ascensão e a queda de um homem que é, mais do que um ser humano fascinante, um símbolo de um passado glorioso que não volta mais. A nostalgia de Robert Evans é, em grande medida, a nostalgia de Hollywood, e dos próprios EUA, por um passado que já virou lenda. Curioso é perceber a metáfora, talvez não intencional, entre as trajetórias de uma pessoa, uma indústria e uma nação. E essa é a alma desse filme.

– O Show Não Pode Parar (The Kid Stays In The Picture, EUA, 2002)
Direção: Brett Morgen e Nanette Burstein. Documentário
Duração: 93 minutos

———————————

Aproveitando o mesmo post, encontrei o filme cujo nome eu guardei na memória por um bom tempo: Nenhum a menos. Também não vi até o fim, mas é muito bonitinho. Eu lembro que eu vi que foi baseado numa história real, mas não encontrei essa informação… bom, o filme é diferente porque o diretor fez com que os atores praticamente improvisassem tudo e o filme ficou bem natural, parecendo um documentário e, como eu prefiro coisas ao natural, improvisadas, adorei! Aqui vai o texto publicado no site http://www.terra.com.br/cinema/drama/nenhum.htm sobre o filme:

Nenhum a menos

“Nenhum a Menos” mescla documentário e ficção com atores amadores

Vencedor do festival de Veneza de 99, Nenhum a Menos, de Zhang Yimou é um retrato quase documental da atual situação da classe de estudantes rurais na China. Com uma câmera discreta, e muitas vezes escondida, Yimou registrou o ensino em uma escola rural no interior do país.

Com atores amadores, e grande parte deles ainda crianças, o que se vê é uma verdadeira aula de direção ao retratar a evasão escolar justificada pela pobreza.

Tudo começa quando o professor da escola tira uma licença para cuidar de sua mãe. Em seu lugar, a prefeitura coloca uma garota de apenas 13 anos, Wei (Wei Minzhi). Ela terá que morar na própria escola durante um mês, junto com alguns dos 28 alunos, até que o mestre retorne. Sua missão é garantir que nenhum deles abandonea escola.

Wei faz a chamada religiosamente a cada novo dia e depois passa para os alunos os deveres de cópias das lições escritas no quadro negro. Sem se preocupar muito se eles realmente estão aprendendo, ela só quer que eles não abandonem o curso e saiam da escola. Tamanha é a pobreza do local, que a garota só dispõe de um giz para cada dia de aula, ninguém possui livros, e as camas dos alunos são improvisadas com as carteiras da classe.

A garota professora e seus alunos, fixados no meio de um vilarejo, formam uma espécie de espelho miniatura da comunidade chinesa com seus problemas atuais, principalmente quando refere-se à camada rural da população.

A determinação de Wei em manter os alunos na escola é tanta que as situações passam a ser cada vez mais absurdas, chegando ao ponto da garota partir para uma grande e próspera metrópole, em busca de um dos alunos, Zhang Huike (Zhang Huike) que fugiu com a família em busca de trabalho.

O diretor diz ter usado atores amadores para enfatizar o realismo. Sem deixar que as crianças lessem o roteiro, a maioria das atuações partiram como improvizações dos personagens que interpretavam, grande parte das vezes, suas próprias vidas.

Nenhum a Menos foi o segundo triunfo de Yimou, 49, em Veneza. Em 93, ele recebeu o Leão de Ouro por A História de Qiu Ju. Antes dele, apenas dois cineastas franceses, Andre Cayatte, nos anos 50, e Louis Malle, nos 80, haviam acumulado duas vitórias no festival.

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